O Comité POLAR Português (Comité POLAR) tem na origem da sua estrutura actual o IV Ano Polar Internacional 2007-08 (API). Motivados por uma maior consolidação e coesão da ciência polar realizada no nosso país e pela perspectiva de envolvimento de Portugal pela primeira vez no API, um pequeno grupo de cientistas polares portugueses de diferentes áreas de investigação juntou-se em 2005 para criar um Comité (Comité Português para o Ano Polar Internacional) e definir estratégias de actuação conjuntas. Esta estratégia de actuação de Portugal durante e após API foi traduzida num documento (Estratégia Científica Portuguesa para o Ano Polar Internacional 2007-08, Xavier et all, 2006) produzido em versão portuguêsa e inglêsa, como forma de avaliação do estado da ciência polar nacional.
Antes desde período, a investigação nacional ao nível da ciência polar era realizada por muito poucos investigadores e encontrava-se relativamente dispersa e isolada, apesar das ligações individuais de cada investigador a um ou mais comités internacionais de investigação ou avaliação da ciência polar (SCAR - Comité Científico, IPA, etc). Os anos que se seguiram, quer durante quer imediatamente após o IV API (em inglês INTERNATIONAL POLAR YEAR - IPY), foram marcados por uma série de acontecimentos, previstos no documento da Estratégia Polar Nacional, e que levaram à inevitável restruturação do Comité Português para o Ano Polar Internacional: - Durante o IV API verificou-se uma maior representatividade e consolidação internacional da ciência polar relaizada em Portugal, com um aumento significativo da massa crítica e alargamento a novas áreas de investigação. O Programa Nova Geração de Cientistas Polares, financiado pela Caixa Geral de Depósitos, só no seu primeiro período de actuação (2008-2011), foi responsável por um envolvimento adicional de sete jovens portugueses a contribuíriem para a ciência polar; - Durante este período houve também um grande reconhecimento nacional e internacional do esforço de actuação promovido pela comunidade científica em Portugal, não só ao nível da investigação polar como também na educação, divulgação e comunicação de ciência. - Ao nível educativo, a participação de Portugal pela primeira vez no evento IV Ano Polar Internacional foi marcada pela criação do projecto educativo português LATITUDE60! - Educação para o Planeta no Ano Polar Internacional 2007-08. Este envolvimento contou com a preciosa colaboração de mais de 200 escolas de todo o país (não só do continente mas também das Ilhas da Madeira e dos Açores); - Em Janeiro de 2010, Portugal ratifica, em Diário da República, o Tratado da Antárctida, aumentando o reconhecimento e consequente apoio à ciência polar nacional; - Em Junho de 2010, da-se o encerramento oficial do Ano Polar Internacional 2007-08, com o balanço dos resultados verificados internacionalmente quer ao nível científico como de educação e divulgação, sendo que Portugal contou com uma representação significativa de 11 elementos em diferentes áreas de inbestigação; Findo o IV Ano Polar Internacional, o Comité Polar Português surge como uma garantia de dar continuidade à dinâmica gerada pela forte consolidação da ciência polar em Portugal. |