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PROPOLAR - Programa Polar Português  / QUEM SOMOS


Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a Caixa Geral de Depósitos, o Programa Polar Português (ProPolar) consiste num conjunto de 7 medidas propostas pelo Comité Português para o Ano Polar Internacional à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que visam promover o desenvolvimento da ciência polar portuguesa.

O documento da Estratégia Científica Portuguesa para o API demonstra os avanços significativos que a ciência polar portuguesa conheceu, em particular a partir de meados da década de 1990 até 2007 no que respeita ao aumento da massa crítica, nº de colaborações internacionais, nº de publicações e participação em comités científicos internacionais. A maior parte destes avanços ocorreram ao nível da investigação antárctica. Até essa data, o desenvolvimento conseguido baseou-se em colaborações internacionais com países membros do Scientific Committee for Antarctic Research (SCAR) e nas seguintes áreas científicas:
• Ciências biológicas (Reino Unido);
• Criosfera e variações climáticas (Espanha, Brasil e Bulgária);
• Física da atmosfera (Itália);
• Ciências Planetárias (EUA).

Previa-se que o enquadramento científico internacional durante o biénio que constituiu o Ano Polar (Março de 2007 a Março de 2009) fosse extremamente favorável ao desenvolvimento de parcerias e ao estabelecimento da ciência polar em países sem tradição de investigação naquelas regiões. Além disso, o elevado esforço científico e logístico que estava a ser levado a cabo a nível internacional durante o API constituíam também catalizadores para o desenvolvimento da ciência polar portuguesa. Dado esse quadro internacional, o Comité Português para o API considerou que estariam criadas as condições ideais para o estabelecimento do Programa Polar Português, o qual deveria aproveitar o API como plataforma de arranque, perspectiva esta que era também partilhada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Iniciado em finais de 2007, o ProPolar consiste nas seguintes medidas:

Medida 1 – Financiamento dos projectos nacionais do Ano Polar Internacional,
Medida 2 – Despesas de funcionamento do Comité Polar Português,
Medida 3 – Nova Geração de Cientistas Polares,
Medida 4 – Apoios ao desenvolvimento de novos projectos e parcerias,
Medida 5 – Investigação Polar Portuguesa para além do API,
Medida 6 – Logística Polar,
Medida 7 – Portal Polar Português e criação de base de dados e biblioteca polar,
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MEDIDA 1 – Financiamento dos projectos nacionais do Ano Polar Internacional
No âmbito da medida 1, foram levados a cabo 5 projectos de investigação em áreas ligadas às alterações climáticas, financiados pela FCT:
• ALBATROZ - Especializações individuais em albatrozes: os efeitos da idade, da morfologia e de traços comportamentais,
IP: Paulo Catry, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Unidade de Investigação em Eco-etologia
• NOTO - Adaptative Responses of Fish to Environmental Change,
IP: Adelino Canário, Centro de Ciências do Mara da Universidade do Algarve.
• PERMANTAR - Permafrost and Climate Change in the Maritime Antarctic,
IP: Gonçalo Vieira, Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
• POLAR - Predator- prey interactions in the Antarctic Ocean during the International Polar Year,
IP: José Xavier, Instituto do Mar (IMAR).
• SPATRAM-MIGE - Monitorização de constituintes atmosféricos minoritários na Antárctica a partir de detecção remota de superfície SPATRAM-MIGE,
IP: Daniele Bortoli, Centro de Geofísica da Universidade de Évora
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MEDIDA 2 - Despesas de funcionamento do Comité Polar Português
A medida 2 deste Programa engloba as despesas gerais necessárias ao funcionamento do ProPolar como secretariado, missões, quotizações de organizações internacionais, organização de congressos anuais de Ciência Polar Portuguesa, despesas correntes, equipamentos, etc.
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MEDIDA 3 – Nova Geração de Cientistas Polares
No âmbito da Medida 3, foi implementado, em 2008 e em colaboração com a CGD, o Programa Nova Geração de Cientistas Polares (PNGCP), com a atribuição de 6 bolsas de investigação financiadas pela referida instituição.
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MEDICA 4 – Apoios ao desenvolvimento de novos projectos e parcerias
Esta medida visa cobrir despesas relacionadas com missões para preparação de novos projectos polares e parcerias.
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MEDIDA 5 – Investigação Polar Portuguesa para além do API
A medida 5 é uma das medidas centrais do ProPolar, pois define os níveis de desenvolvimento da ciência polar nacional pós API: bases financeiras para implementação de projectos polares nacionais; protocolos de colaboração internacional;
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MEDIDA 6 – Logística Polar
Estudo e avaliação das várias possibilidades de desenvolvimento e partilha de infraestruturas de base à ciência polar. Esta medida visa também garantir a sustentabilidade do investimento efectuado na formação de investigadores polares;

Em finais de 2011, arrancou a primeira campanha portuguesa de investigação antárctica PROPOLAR 2011-12 que incluiu 7 projectos nacionais em diferentes áreas de investigação e possibilitou o transporte de investigadores e equipamento entre Punta Arenas e a Ilha de Rei Jorge, no arquipélago das ilhas Shetland do Sul, Península Antárctica. Esta campanha contou com o financiamento da FCT e foi coordenada pelo Prof.Doutor Gonçalo Vieira. 
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MEDIDA 7 – Portal Polar Português e criação de base de dados e biblioteca polar

(a) Portal Polar Português: desenvolvido durante o API enquadrado em financiamento do projecto LATITUDE60! (Ciência Viva, POCI, FEDER), o Portal Polar Português (www.portalpolar.pt/antigo - antiga versão actualmente desactualizada) teve como objectivo constituir, para além do API, a principal porta de entrada para os portugueses, e também uma referência para o Mundo Lusófono, no que respeita à informação sobre as regiões polares e alterações climáticas. Dentro desta medida pretendia-se que estivessem incluídos os custos de manutenção do site, bem como a criação de conteúdos e actualização.
b) Base de dados polares: à semelhança dos restantes países do SCAR, e seguindo as directrizes do API, os dados resultantes da investigação polar deverão ser de livre acesso para a comunidade científica e encontrar-se arquivados numa base de dados informática nacional. Sempre que possível os dados serão cedidos às bases de dados internacionais, como é o caso dos World Data Centers.
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